O menu por QR code pode substituir o menu em papel?
Resposta curta: Pode fazer quase tudo melhor, mas não deve ficar sozinho. O menu digital ganha quando muda pratos ou preços com frequência e quando recebe turistas que não leem português. O papel continua a fazer falta a quem não quer pegar no telemóvel à mesa. O melhor é ter os dois, com o digital a fazer o trabalho pesado.

O que irrita os clientes não é o QR code. É o que abre.
As queixas que se leem online são quase sempre as mesmas: um PDF minúsculo que obriga a ampliar com os dedos, uma página que demora a abrir com a rede do restaurante, ou um menu que pede para instalar uma aplicação. O problema é o menu mal feito, não a ideia.
Onde o digital ganha
- Tira um prato esgotado ou muda um preço em segundos, sem reimprimir nada.
- Pode estar em várias línguas. Um turista alemão lê em alemão sem pedir ajuda a ninguém.
- Cabe tudo: alergénios, fotografias, o vinho a copo, o prato do dia.
- A equipa deixa de responder às mesmas perguntas em todas as mesas.
Onde o papel ainda ganha
Há clientes que não querem pegar no telemóvel ao jantar, e outros que não se entendem com ele. Uma mesa de seis a passar um menu de mão em mão decide mais depressa do que seis pessoas a olhar cada uma para o seu ecrã. E quando a rede falha, o papel não falha.
O que um bom menu digital tem
- Abre em dois segundos, sem aplicação e sem registo.
- É uma página feita para telemóvel, não um PDF.
- Tem letra grande e os preços à vista.
- Deixa o cliente escolher a língua.
- É a sua equipa que o atualiza, sem ter de ligar a ninguém.
O que fazer esta semana
- Abra o seu menu atual no telemóvel, com a rede do restaurante, e conte os segundos.
- Veja que línguas falam os clientes desta semana e se o menu as tem.
- Guarde alguns menus em papel para quem os pedir.
Escrito pela equipa da The W2 Collective, em Santa Cruz, Madeira.


